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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

A Pedra - Antonio Pereira Apon (movie: A Pedra Mágica)

O distraído nela tropeçou. O bruto a usou como projétil. O empreendedor, usando-a, construiu. O camponês, cansado da lida, dela fez assento. Para meninos, foi brinquedo. Drummond a poetizou. Já, David matou Golias, e Michelangelo extraiu-lhe a mais bela escultura. E em todos esses casos, a diferença não esteve na pedra, mas no homem! Autor: Antonio Pereira Apon Não existe "pedra" no seu caminho que você não possa aproveitá-la para o seu próprio crescimento. Cada instante que passa é uma gota de vida que nunca mais torna a cair, aproveite cada gota para evoluir. Das oportunidades saiba tirar o melhor proveito, talvez não teremos outra chance.


A Pedra Mágica (Shorts), filme de aventura e comédia do diretor Robert Rodriguez (trilogia 'Pequenos Espiões', 'Sin City', 'Kill Bill Vol.2').

Bem-vindo a Black Falls, onde todas as casas são iguais e todos trabalham na BLACK BOX Unlimited Worldwide Industries Incorporated, cujo apetrecho tecnológico BLACK BOX (caixa preta) é a última palavra em comunicação e se tornou um sucesso no país inteiro. Mas, além de dar emprego a seus pais (JON CRYER e LESLIE MANN), a BLACK BOX não fez nada por Toby Thompson (JIMMY BENNETT), de 11 anos, que só deseja ter alguns amigos... até que uma pedra nas cores do arco-íris misteriosamente cai do céu e o acerta na cabeça, mudando tudo. A Pedra do Arco-Íris supera a BLACK BOX do Sr. Black: ela realiza os desejos de quem a segura. A Pedra do Arco-Íris ricocheteia pela vizinhança, levando o caos à vida de outros garotos desajustados da cidade, como os irmãos pestinhas Gosmento (TREVOR GAGNON), Raio (REBEL RODRIGUEZ) e Laser (LEO HOWARD); o gênio germofóbico Xereta (JAKE SHORT); e os irmãos valentões Helvetica (JOLIE VANIER) e Cole (DEVON GEARHART) Black, que dão as ordens na escola, da mesma forma que o pai, o Sr. Black (JAMES SPADER), manda na cidade. Não demora muito até que os estranhos desejos realizados deixem a vizinhança repleta de espaçonaves minúsculas, exércitos de crocodilos, melecas gigantes e outras confusões mágicas em cada esquina. Mas as coisas se complicam mesmo quando os adultos conseguem pôr as mãos na Pedra. Agora, Toby e seus novos amigos terão de unir forças para salvar a cidade dela mesma, e ao longo do caminho descobrirão que nem sempre o que desejamos é aquilo que realmente queremos.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Prece Tupi Guarani - Leonardo Nunes (Davhana)

Oração lecionada pelo Padre Leonardo Nunes para nossos irmãos indígenas na Terra. A voz de Teu espírito, Oh Tupã, pode ser ouvida nos quatro cantos da Terra. Levada pela força dos ventos, toca o interior de nossas almas. Como o Trovão que ecoa no tempo furioso e o raio que ilumina a escuridão de uma noite sem lua, guia nossos destinos pelas trilhas do apecatu. Não permite jamais, que nossas faltas interfiram na grande obra de Tuas mãos em criar a natureza, pois ela é nossa bondosa mãe que nos dá a vida sobre a Terra. Que Teus grandes olhos que esquadrinham o horizonte, como o olhar atento do gavião que espia a floresta do céu, protejam-nos de todas as forças do mal. Assim, Oh! Grande Espírito, como Amanacy nos envia sua bendita chuva para molhar a terra sedenta de água, lançai-nos tuas bênçãos para que nossos espíritos sejam banhados pela chuva sagrada de Teu eterno amor. Tupã: Citação dada ao grande Espírito, Deus Todo Poderoso. Apecatu: O bom caminho Amanacy: Representa a energia regente das águas que descem do céu. Trecho retirado do livro: Davhana, um segredo que se desvela www.casarenascer.com.br Explicação (para quem não entender a narração): um banqueiro viu, da janela do seu escritório, que uma ninhada de patinhos estava nascendo. Só que o ninho da pata era na marquise do prédio. Ele soubera que os patinhos recém-nascidos seguem o chamado da mãe e se atiram para fora do ninho, para segui-la até a água. Mas, nesse caso, eles estavam numa marquise acima de uma calçada de concreto. O homem correu e foi aparar os patinhos. Depois de todos "descidos", ainda resta ajudar a família a chegar à água... DAVHANA- Centro Espiritual Intraterreno que se projeta imaterialmente na Serra de Itatins- Jureia - Peruíbe Informações sobre o livro no site abaixo: www.casarenascer.com.br http://porummeioambienteinteiro.blogspot.com/ OS QUE PASSAM A VIDA OCIOSAMENTE, PODEM SER COMPARADOS AS VIRGENS NÉSCIAS DA PARÁBOLA DE JESUS. ESTÃO COM SEUS OLHOS FECHADOS PARA A REALIDADE, DEIXANDO DE SE PREPAREM PARA A GRANDE TRANSIÇÃO PLANETÁRIA. Parábola da virgens prudentes e das néscias Mateus 25, 1-13

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Ela só Queria Casar - Marcelo Cezar (Marco Aurélio)

Primeiro capitulo de degustação: Gláucia contemplava o enxoval do casamento com olhos brilhantes de emoção. Finalmente iria realizar o antigo sonho: casar-se. Estava tão feliz! Não tinha medo de dizer o quanto desejava se casar e ter um lar. Ainda estava vivo em sua memória o dia em que tomara coragem para pressionar o namorado e acelerar os passos para chegarem ao altar. Namorava Luciano havia sete anos. Eles tinham intimidade, viviam praticamente como um casal, mas moravam em casas separadas. Essa história de cada um na sua casa a incomodava sobremaneira. Gláucia era uma mulher talhada nos costumes do século vinte e um. Estudara e concluíra a faculdade, tinha um bom emprego, ganhava bom salário, tinha carro próprio. Era independente, mas desde garota sonhava com o casamento e tudo que envolvia o ritual: vestido, damas de honra, igreja, madrinhas e padrinhos, festa, lua de mel. Era adepta do matrimônio e acreditava que toda mulher, mesmo independente e moderna, tinha que ter um marido. “Mulher que chegou perto ou passou dos trinta anos e não casou... hum, aí tem algo errado”, ela dizia sempre para si e para as colegas. Gláucia dava muito valor à sociedade e aos comentários das pessoas. Namorava Luciano porque na cabeça dela toda mulher sem namorado “tem problema”. O tempo estava passando e ela começava a acreditar que Luciano não quisesse levá-la ao altar, por isso, meses antes, dera o ultimato: — Ou nos casamos agora ou vamos romper. Estou cansada dessa enrolação. — Temos praticamente uma vida de casados — tornava Luciano, paciente. — Para que casar agora? Ao menos não a importuno nos dias de futebol. — Luciano, a gente precisa ter o nosso ninho, as nossas coisas juntos, pensar em constituir família... — Quero muito um filho, você bem sabe. Na verdade, quero ter um monte de filhos. — Também não exagera! — Como não? Quero uns três, quatro filhos. — Dois está de bom tamanho — ela desconversou. — Então, vamos marcar a data. — Agora não é o momento. — Como não? Eu só quero casar. — Sei, querida. Quero guardar um pouco mais de dinheiro... Gláucia levantou o sobrolho: — Guardar dinheiro? Eu escutei bem? — Eu fiz algumas aplicações com prazo estendido e, se mexer nelas neste momento, vou perder dinheiro. — Você é podre de rico! Como pode me dizer que está guardando dinheiro? — Eu não sou podre de rico. Meu pai é que é. Ela bufou: — Dá no mesmo, Luciano. O que é do seu pai é seu. — Não penso assim. Trabalho com ele, ganho um bom salário, tenho participação nos lucros, mas não sou dono da construtora. Sou empregado. — Aposto que Lucas não pensa assim. Luciano franziu o cenho: — O que Lucas tem a ver com isso? — Seu irmão é figura constante nas revistas de celebridades. Tem uma coleção de carros. — Lucas gasta o que não deveria. Mas eu sou diferente. Tenho metas, planos, sou organizado e sinto-me feliz por poder juntar o meu próprio dinheiro. Gláucia achou por bem parar por ali. Luciano era completamente diferente do irmão e tinha pontos de vista difíceis de serem mudados. Por mais que tentasse persuadi-lo a usar o dinheiro do pai, ele ficava arredio e protelava o casamento. “Preciso fazer alguma coisa”, pensou. Luciano continuou: — Quem sabe, ano que vem a gente começa a pensar melhor no assunto? Papai vai lançar um edifício magnífico no Jardim Europa, no estilo francês, com cinco andares apenas. Penso em ficar com a cobertura. — E quanto tempo vai levar para levantar esse chalé francês? — ela desdenhou. Luciano pousou o dedo no queixo e pensou. Em seguida respondeu: — Uns dois anos, dois anos e meio no máximo. Gláucia engoliu a raiva. Trincou os dentes e suspirou para não dar um grito. “Dois anos e meio? Vamos nos casar com quase dez anos de namoro? Esse cara pensa o quê? Que eu sou menina do século dezoito? Nem a pau vou aceitar uma coisa dessas!” Ela pensou tudo isso e respondeu: — Eu espero, amor. — Por isso gosto de você. É tão compreensiva! Vem cá e me dê um beijo... Gláucia fechou os olhos e, quando os lábios se encostaram, ela teve vontade de arrancar a língua de Luciano. “Assim não pode, assim não vou aguentar. Tantos anos grudada nesse homem e ele fica me enrolando? Eu quero ser dondoca, ter cartões de crédito sem limites de gasto. Cansei de ser executiva, de trabalhar, de pegar trânsito. Meu objetivo agora é ser esposa de homem rico. E Luciano é esse homem!” Certo dia, assistindo a um capítulo da novela das oito, Gláucia viu ali a maneira de forçar Luciano a desposá-la. Fingiu estar grávida, tal qual a personagem do folhetim, com direito a atestado e tudo o mais. E Luciano, moço puro de coração, acreditou. Marcaram a data para dali a três meses. — Depois do casamento a barriga não vai crescer. O que pensa fazer? — indagou a amiga Magali, que não compactuava com a armação. — Ora, eu finjo cair de uma escada, tropeço, sei lá. Vou pagar por um atestado falso. Tem um monte de médico que aceita uma boa grana e assina um atestado fajuto sem pestanejar. — Isso não me cheira bem, Gláucia. Não gosto de mentiras. Vai começar o casamento em cima de conversa fiada, de armação? Gláucia abriu e fechou os olhos, aturdida. — Vem cá, Magali. Você é minha amiga ou o quê? — Por ser sua amiga falo o que sinto. Simplesmente não acho essa atitude digna. Nada honesta. — Falta de honestidade ou não, funcionou. Luciano vai se casar comigo e vou realizar meu sonho. Sabe que desde pequena quero me casar. — E como! — exclamou Magali. — Quantos casamentos de mentirinha a gente protagonizou na nossa infância? As duas riram. Gláucia disse: — Pois é. Quantas vezes assisti à reprise do casamento da princesa Diana com o príncipe Charles? Magali levou a mão à testa. — Santo Deus! Você me aporrinhava tanto para assistirmos juntas ao vídeo! — Pois é. Sou uma mulher moderna, mas presa a valores antigos, sou moça de tradição. Quero vestido branco, véu, grinalda, buquê, dama de honra... Quero entrar na igreja e atravessar a nave, acenando para os convidados. Não adianta, eu sonho com isso desde que nasci. E também tem outra coisa. — O que é? — Cansei de ralar e dar duro todos os dias. Não suporto mais a vida de executiva. — Você tem o direito de fazer o que quiser e viver da maneira que quiser. No entanto, enganar seu namorado não pega bem, não é justo. Seja sincera desde já, caso contrário, poderá provocar a ira de Luciano. — Luciano não morde. Magali era uma mulher bastante prudente. Era ponderada e Gláucia escutava seus conselhos. Mas escutar não queria dizer que seguiria à risca o que a amiga lhe sugeria. — Luciano não morde hoje, mas pode morder amanhã. — Que nada, Magali! Luciano é um cachorrinho que venho adestrando há sete anos. Sete anos! — ela levantou as mãos e fez os números com os dedos. — E sabe qual é a novidade? — O que é? — Ele quer que eu espere o magnífico apartamento da construtora ficar pronto daqui a dois anos e meio. O que ele pensa que eu sou? Tonta? — Ele está programando tudo direitinho. Se diz que vão morar no apartamento que a construtora do pai dele vai erguer, é porque nutre bons sentimentos por você. Caso contrário, poderia ter lhe dado uma resposta vaga. Pense bem, amiga. Mentir nunca dá bons frutos. — Bobagem. Você nunca mentiu na vida? — Não gosto de mentiras — revidou Magali. — Mas nunca mentiu? Seja honesta comigo que sou sua melhor amiga. Todo mundo conta uma mentirinha de vez em quando. Já não perdeu a hora para chegar ao trabalho e botou a culpa no trânsito caótico? Nunca recusou um compromisso pretextando uma dor de cabeça, um mal-estar, um trabalho de “última hora”? — Não estou me referindo a isso. Não vejo como mentira, mas como situações que crio para não me prejudicar. Falo em mentira no sentido de prejudicar os outros. — E estou prejudicando quem nessa história? Luciano está comigo há anos. Só estou agilizando o nosso casamento. Ele nem vai notar. Depois eu engravidarei de verdade e pronto. Fica tudo certo. — Luciano é honesto — tornou Magali. — E rico, muito rico. — Você é independente, não precisa do dinheiro dele. Seu pai pode ajudá-la. Gláucia gargalhou. — Faz-me rir! Meu pai tem um escritoriozinho de contabilidade no centro da cidade. Acha que ele vai me dar mesada? Como? Esqueceu que ele tem que sustentar aquelas duas sanguessugas? — Sua irmã é batalhadora, esforçada. Estuda com afinco e logo vai trabalhar com seu pai. — Você não entendeu. Preste atenção: Débora vai se encostar no meu pai. Aliás, ela é naturalmente um encosto. Magali respirou e sacudiu a cabeça. Conhecia a amiga o suficiente para saber que a conversa não ia dar em nada. Gláucia prosseguiu: — O que meu pai pode me dar não me basta. Preciso de muito, entende? — Não entendo você, Gláucia. Tem um padrão de vida muito bom, troca de carro todo ano, não repete roupa... — Isso é muito classe média. Quero viajar três vezes por ano para o exterior, e na primeira classe, óbvio. Acha que vou ficar apertada na classe econômica como sardinha em lata e dividir banheiro com duzentos desconhecidos? Não! Eu quero ter roupas caras, muitas joias, iate, jatinho... Luciano é podre de rico e pode me dar tudo isso. — O pai dele é que é podre de rico. — Parece Luciano falando. Ouvi a mesma frase da boca dele. Vocês são tão parecidos. Pensam da mesma forma. Magali ruborizou e baixou os olhos. Meio sem jeito, perguntou: — Você o ama? Gláucia desconversou e continuou a falar como se Magali não lhe tivesse feito aquela pergunta: — Cá entre nós, depois de sete anos, imagine se Luciano resolver terminar comigo? Com que cara vou encarar o meu pai, os meus amigos e os colegas de trabalho? — Pense em você e não nos outros... A conversa terminou logo em seguida. Quando Gláucia botava uma ideia na cabeça, não havia Cristo que tirasse. Ela era marrenta e queria que tudo na vida acontecesse de acordo com a sua vontade. Quando o assunto não a interessava, ela simplesmente ignorava o interlocutor, e a conversa se encerrava ali mesmo. A mentira deu certo. Luciano, boa índole e tomado de susto com o atestado positivo que Gláucia sacudia dramaticamente entre as mãos, decidiu pedi-la oficialmente em casamento, embora esse tipo de formalidade não estivesse mais na moda nos idos de 2006. Na pressa, o rapaz optou por alugar um apartamento. Escolheu um bem espaçoso, de três quartos e sala de estar incorporada a uma grande varanda gourmet. Era tanta a quantidade de presentes que não paravam de chegar, que o apartamento, mesmo grande, dava a impressão de não comportar tantos pacotes. O Próximo Passo A Última Chance Em 1932, durante a Revolução Constitucionalista, uma família abalada pela morte do patriarca passa por transformações espirituais reveladoras. Na inevitável fragmentação familiar que se sucede, Lilian, a personagem central, é abandonada e passa por inúmeras humilhações. Deprimida e solitária, conhece a amizade eterna de Marilda e Valentina, uma rica dama da sociedade paulistana e amante e incentivadora das artes. Em vidas passadas, Valentina foi o esteio de Lilian e agora se sente impelida a ajudá-la a superar os desafios impostos pela vida. A trama ditada pelo espírito Marco Aurélio para o médium Marcelo Cezar mostra que os laços construídos pelo amor são eternos e que não há vazio que a ternura não preencha.

sábado, 3 de março de 2012

O Mito da Caverna - Conceição Trucom

Para que a vida seja bem vivida, ela precisa ser percebida, ou seja, precisamos ter consciência corporal e estar verdadeiramente presentes no nosso corpo. Temos de filtrar a informação externa para priorizar e resgatar a informação interna, que vem do nosso corpo, do nosso coração e da nossa mente. Em plena era da informação, quando as exigências de atualização são cada vez maiores, é mais sábio e prudente preparar nosso cérebro e mente para assimilar e compreender a enorme quantidade de informação disponível no mundo.

Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe - Oscar Wilde.

Para viver, é preciso estar no mundo real dos fatos, no aqui e agora, e perceber o momento presente. É preciso que estejamos atentos ao que dizem nosso corpo, nossa mente e nosso coração diante de cada situação a nossa volta. Se o que eles nos dizem causa uma sensação integrada de superação, alegria e paz, podemos ser felizes: simples... mente felizes! Mas se a mente passar para o coração e para o corpo somente ilusões visuais e sensórias, não poderemos ser felizes, porque estaremos nos distanciando do real, dos fatos, das oportunidades de mais consciência e luz. É da natureza humana se deixar conduzir pelo inconsciente coletivo e pelas cargas culturais e genéticas. Desse modo, damos enorme espaço para emoções e sentimentos que exaurem as energias e impedem as realizações individuais. O mais sábio que podemos fazer para reverter esse estado 'robótico' da humanidade, narrado e constatado por tantos filósofos (e por nós mesmos), é mantermos em estado de alerta as nossas múltiplas percepções e inteligências latentes, para, assim, sairmos da caverna e permanecermos felizes fora dela.

O mito da caverna
Este mito, narrado por Platão no livro VII da República (aprox. 399 a.C.) coloca em evidência o problema filosófico que se apresenta quando pensamos em aparência (ilusão) e realidade. Trata-se de uma alegoria sobre a predileção humana pelo que está envolto em névoa, pelo caminho que evita a mudança e o novo a todo custo, e se satisfaz com a ilusão das zonas de conforto. O propósito de Platão foi registrar o fato de que a maioria das pessoas (faz 2500 anos) vive com um véu sobre os olhos, o que lhes dá apenas uma noção distorcida de si mesmas e do mundo. Imagine um grupo de indivíduos acorrentados em uma caverna escura, iluminada apenas por uma grande fogueira atrás deles. Esses homens da caverna podem enxergar apenas sombras de si mesmos e outras imagens tremeluzindo nas paredes diante dos seus olhos. Essa é a realidade deles.

A maioria deles é desprovida de imaginação; outros são indiferentes e simplesmente aceitam essa realidade sem especulação. As mentes questionadoras observam os padrões mais claros e tentam entender seu mundo. Ainda assim, a verdade os ilude: meras sombras. Um dos prisioneiros consegue se libertar das correntes e escapa da caverna. Emergindo para a luz do dia, esse fugitivo é cegado pela luz e pode ver somente uma representação imperfeita da realidade. Com o tempo, esse indivíduo acostuma seus sentidos com o novo ambiente e vê as coisas mais claramente: a paisagem, o céu e a iluminação do sol. Mais que isso, a sua liberdade natural.

Essa alma recém-iluminada um dia volta à caverna e tenta espalhar a notícia do novo mundo que existe além dos confins da caverna. Qual será a resposta dos habitantes da caverna? Eles corajosamente irão até onde esse indivíduo foi e realizarão a árdua, porém compensadora viagem para fora da escuridão e em direção à luz?
De acordo com Platão, não. Eles estariam mais propensos a matar o que se permitiu enxergar a luz, porque ele é uma ameaça ao estado das coisas já estabelecido.

Sobre a autora: Conceição Trucom é química, cientista, palestrante e escritora sobre temas voltados para a alimentação natural, bem-estar e qualidade de vida. É autora do livro Mente e Cérebro Poderosos, onde aborda os estados robóticos em que vivemos e como sair definitivamente da caverna.


O Caduceu, O Mutável e o Eterno - Leonardo Ramalho

Esse livro simboliza a mais fantástica aventura humana: "conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo e os deuses". Para navegar nesse desfiladeiro da alma, trabalhei com mitos, lendas e simbologia, não como mera citação, mas como parte ativa da trajetória da personagem Zaqueu, que viaja pelo mundo em ritmo de romance e aventura e se depara com os mistérios que envolvem a História da Humanidade e da lenda de um mundo subterrâneo abaixo da crosta terrestre...

PREFÁCIO por Marília Teixeira Martins - Quando Leonardo me pediu para prefaciar seu livro “O Caduceu – O Mutável e o Eterno”, confesso que levei o maior susto de todos os tempos. Inacreditável saber que um livro tão desejado e cobiçado por milhares de mulheres, que tiveram acesso a algumas breves passagens através do Orkut e de seu site, estaria em minhas mãos! Muito timidamente comecei a ler as primeiras frases e, de súbito, percebi que estava diante de uma obra singular. Leitura inteligente, instigante e envolvente, onde me foi apresentado Zaqueu, com sua destemida e precoce busca interior. Seguia lendo, absorvendo cada parágrafo e mergulhando em indagações e mais indagações, que o próprio autor nos coloca, diante de episódios da vida.



Caminhava na leitura e me via completamente envolvida pela trajetória do livro, de tal forma, que comecei sem me dar conta, a participar indiretamente das cenas, me identificando a cada instante com algum personagem. Meu lado profissional, como psicóloga, começou a se manifestar, quando Leonardo inseriu um tema que me interessa e fascina: a dependência química, mais especificamente, o alcoolismo. Abordagem esta, diga-se de passagem, feita com clareza, objetividade e eficiência.

Revivi em Zaqueu, a época da Ditadura Militar e relembrei com imensa saudade, de meu velho pai, defensor atuante e público de seus alunos da Faculdade de Direito de Minas Gerais, que presos, sofriam terríveis torturas desta época. Naveguei em minha própria fé, instigada pela leveza com que Zaqueu descobre que sua fé é “coxa”, movido por um episódio pitoresco em sua vida, num momento em que teria que transportar em sua pick up um imenso Cristo crucificado.

E enquanto isso tudo acontecia, eu esperava com ansiedade, a próxima cena, que a esta altura, eu já sabia que não seria exatamente como eu a imaginava. A busca de respostas continuava, e eu me envolvia cada vez mais, como leitora, como mulher e como psicóloga. A leitura se tornou um delicioso passeio, com fiéis relatos da História da Humanidade, que envolvia Zaqueu em deslumbrantes cenários do Brasil, Europa, Oriente Médio e Estados Unidos. Percorri por caminhos desconhecidos, e mergulhei em excitantes aventuras. Ah, as mulheres... Os olhos de Zaqueu as viam como deusas.

Amou todas com o vigor do seu corpo e extrema sensibilidade de alma, bem como as damas de cabaré, que para ele eram as “adoráveis mulheres da vida”. E eu ia me identificando intensamente com cada uma delas. E para você Margot... Doce Margot, escrevo agora algumas palavras:
Leonardo, em Zaqueu, seu amigo, te ama muito, e se encarregou de te apresentar da forma mais bela, mais encantadora e mais poética para todas nós.

Leonardo aquece nossa alma de mulher, trazendo à tona nossa essência majestosa como a das rainhas. E o livro foi se aproximando do fim. E este fim, claro, também não seria como eu havia imaginado. O livro acabou, mas minha admiração e respeito pelo autor não. Cresceram de tal forma que num dia desses, participando de uma dessas festas de intelectuais onde existem concursos implícitos de quem é “mais um monte de coisas”, me pediram que eu citasse o nome de um homem e escritor que reunisse sensibilidade, inteligência e perseverança. Rapidamente, sem muito pensar eu disse: Leonardo Ramalho. Depois, o nome de um homem e escritor com os seguintes e diferentes atributos: íntegro, carismático, culto e emotivo. Pensei um pouco e disse: Leonardo Ramalho. Agora, o nome de um homem e escritor que reunisse arte e criatividade. Não deu outra: Leonardo Ramalho.

Cansados de escutarem o mesmo nome, pediram então que eu citasse um homem gentil, interessante, romântico, envolvente, bonito e sedutor. E já me avisaram que eu não poderia mais repetir o mesmo já dito por mim várias vezes.
- Ok... Então eu disse: - Zaqueu.
E este é o meu prefácio. Missão prazerosamente cumprida!
Obrigada, Leonardo! Com carinho e amor,
Marília














segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

A inteligência de Cristo diante dos papéis da memória. - Augusto Jorge Cury

Como Cristo lidava com os papéis da memória? Ele usava a memória humana como um depósito de informações? Tinha uma postura lúcida e coerente diante da história dos seus discípulos?
Cristo usava os papéis da memória diferente de muitas escolas clássicas. Ele tinha uma sabedoria impressionante. Não dava uma infinidade de informações para seus íntimos e nem mesmo regras de condutas, como muitos pensam. Usava a memória como um suporte para fazer deles uma refinada casta de pensadores. Nos capítulos sobre a escola da existência estudaremos esses aspectos.

Aqui, comentarei apenas a linha principal do pensamento de Cristo diante dos papéis da memória. As escolas são fundamentais numa sociedade, ma elas têm enfileirado os alunos durante séculos nas salas de aula acreditando que a memória tenha uma especialidade que na realidade não tem, ou seja, ser um sistema de arquivo de informações que conduz o homem a ser um retransmissor delas. O senso comum pensa que tudo o que se armazena na memória será lembrado de maneira pura. Todavia, ao contrário do que muitos educadores e outros profissionais pensam, não existe lembrança pura das alegrias, das angústias, dos fracassos e dos sucessos que foram registradas na memória existencial (ME). Só são recordadas de maneira mais pura as informações de uso contínuo, como endereços, números telefônicos e fórmulas matemáticas que foram registradas repetidas vezes na memória de uso contínuo(MUC).

O passado não é lembrado, mas reconstruído. As recordações são sempre reconstrucões do passado, nunca plenamente fiéis, apresentando às vezes micro ou macro diferenças. Ao recordarmos o dia em que recebemos o primeiro diploma na escola, sofremos um acidente, fomos ofendidos, fomos elogiados, a lembrança será sempre diferente em relação ao passado. A memória não é um sistema de arquivo lógico, uma enciclopédia de informações, nem a inteligência humana funciona como uma retransmissora dessas informações. A memória funciona como um canteiro de dados para que o homem se torne um construtor de pensamentos. Cristo tinha consciência disso, pois usava a memória como trampolim para expandir a arte de pensar. Estava sempre estimulando os seus discípulos a se interiorizar e a se repensar.

Por que a memória humana não funciona como a memória dos computadores? Por que não recordamos o passado exatamente como ele foi? Aqui esconde-se um grande segredo da inteligência. Não recordamos o passado com exatidão não apenas pelas dificuldades de registro cerebral, mas também porque um dos mais importantes papéis da memória não é transformar o homem num repetidor de informações do passado, mas um engenheiro de idéias, um construtor de novos pensamentos. Este segredo da mente humana precisa ser incorporado pelas teorias educacionais. Nunca se resgata a realidade das experiências do passado, mesmo quando se está em tratamento psicoterapêutico. O filme do presente nunca é igual ao do passado. Este fenômeno, além de estimular o homem a ser um engenheiro de idéias, contribui para desobstruir a inteligência em situações dramáticas. Por exemplo, uma mãe que perde um filho poderia paralisar sua inteligência, pois recordaria continuamente ao longo da vida a mesma experiência de dor vivida no velório dele. Porém, como a recordação do presente é sempre distinta do passado, ainda que minimamente, a mãe vai pouco a pouco aliviando inconscientemente a dor da perda, apesar da saudade nunca mais ser resolvida. Com isso ela volta a ter prazer de viver. Sem tais mecanismos intelectuais, expostos sinteticamente, não apenas as experiências de dor e fracasso poderiam paralisar nossas inteligências, mas também as de alegria e sucesso poderiam nos fazer gravitar em torno delas.
Cristo estava continuamente conduzindo seus discípulos a pensar antes de reagir, a abrir as janelas de suas mentes mesmo diante do medo, dos erros, dos fracassos e das dificuldades. Estimulava os papéis da memória e o processo de construção de pensamentos. Reitero, a leitura multifocal da memória e a reconstrução contínua do passado leva o homem a ser um engenheiro criativo de novas idéias e não um pedreiro das mesmas obras. Porém, não ajudamos esse processo, como fazia o mestre de Nazaré, pelo contrário, nós o atrapalhamos, pois, ao invés de exigirmos de nós a flexibilidade e a criatividade, exigimos ter ótima memória, ser um repetidor de informações, o que encarcera a inteligência. Este erro educacional se arrasta por séculos e vai se intensificar cada vez mais, à medida que o homem queira ter uma memória e uma capacidade de resposta que se assemelha à dos computadores. Os computadores são escravos de programas lógicos. Eles não pensam, não têm consciência de si mesmos e, principalmente, não duvidam nem se emocionam. Muitos alunos não se adaptam ao ensino tradicional e são considerados incompetentes ou deficientes porque o modelo educacional nem sempre estimula adequadamente os papéis da memória. Até as próprias provas escolares podem representar, às vezes, uma tentativa de reprodução inadequada de informações. Precisamos compreender que a especialidade da inteligência humana é expandir a arte de pensar, criar, libertar o pensamento e não decorar e repetir informações. Estudaremos que o mestre da escola da existência, por conhecer bem os papéis da memória, ensinava muito dizendo pouco. Desejava que o homem não fosse um repetidor de regras de comportamento, alguém que só sabe julgar os outros, mas não sabe se interiorizar e enfrentar seus próprios erros, como os fariseus relatado no registro dos capítulos de Mateus 6 e 23. Dizia: ”tira a trave do teu olho, então verás claramente para tirar o cisco do olho do teu irmão”. Somos ótimos para julgar criticar os outros. Todavia, ele não admitia que seus discípulos vivessem uma maquiagem social.

Primeiro tinham que apontar o dedo para si mesmos, para depois julgar e ajudar os outros. Estudando as entrelinhas de suas idéias, verificamos que ele sabia que os pensamentos não registram-se na mesma intensidade, que havia determinadas experiências que obtinham um registro privilegiado no inconsciente da memória. Por isso, toda vez que queria ensinar algo complexo ou estimular uma função importante da inteligência, tal como aprender a se doar, a pensar antes de reagir, a reciclar a competição predatória, usava gestos surpreendentes que chocavam a mente das pessoas e marcava para sempre a memória delas. O mestre dos mestres entendia as limitações humanas, sabia que era difícil o homem administrar suas emoções, principalmente nos focos de tensão. Sabia que facilmente perdemos a paciência quando estressados, que nos irritamos por pequenas coisas e ferimos as pessoas que mais amamos. Para ele, o mal é o que sai de dentro do ser humano e não o que está fora dele. Cumpre ao homem atuar primeiro no seu mundo intelectual para depois aprender a ser um bom líder no mundo social. Ele não admitia que as tensões, a ira, a intolerância o julgamento preconcebido envolvessem seus discípulos. Estimulava seus íntimos a serem fortes numa esfera em que costumamos ser fracos: fortes em administrar a impaciência, rápidos em reconhecer as limitações, seguros em reconhecer os fracassos, maduros em tratar com as dificuldades de relacionamento social. A preocupação desse mestre tem fundamento. Existe um fenômeno inconsciente que registra automaticamente todas as experiências na memória, que chamo de fenômeno RAM.(Registro Automático da Memória). Nos computadores é necessário dar um comando para registrar, “salvar” as informações. Porém, na memória humana, a mente não nos dá essa liberdade. Cada pensamento e emoção são registrados automática e espontaneamente, por isso as experiências do passado irrigam o nosso presente. O fenômeno RAM registra todas as nossas experiências de vida, tantos nossos sucessos como nossos fracassos, tanto nossas reações inteligentes como as imaturas. Entretanto, há diferenças no processo de registro que influenciará o processo de leitura da memória. Registramos de maneira mais privilegiada as experiências que tiverem mais conteúdo emocional, seja ele prazeroso ou angustiante, por isso temos mais facilidade de recordar as experiências mais marcantes de nossas vidas, tanto as que nos causaram alegrias como aquelas que nos frustraram. Estimular adequadamente o fenômeno RAM é fundamental para o desenvolvimento da personalidade, inclusive para o sucesso do tratamento de pacientes depressivos, fóbicos, autistas.

Cristo não queria que as turbulências emocionais fossem continuamente registradas na memória, engessando a personalidade. Queria que seus discípulos fossem livres. Livres no território que todo ser humano facilmente é prisioneiro, seja um psiquiatra ou paciente, livres no território da emoção. O mestre da escola da existência, quase vinte século antes de Goleman (livro: Inteligência Emocional) já discursava sobre a energia emocional como uma das importantes variáveis que influenciam o desenvolvimento da inteligência. Como estudaremos, a maneira como ele lidava com as intempéries emocionais, superava as dores da existência, desenvolvia a criatividade e abria as janelas da mente nas situações estressantes é capaz de deixar os adeptos da tese da inteligência emocional pasmados com tanta maturidade. Se não formos rápidos e inteligentes para tratar com nossas ansiedades, intolerâncias, impaciências, fobias, então nós as retroalimentaremos em nossas memórias. Assim, nos tornaremos o nosso maior inimigo; reféns de nossas emoções. Por isso muitos vivem o paradoxo da cultura e da miséria emocional. Eles têm diversos títulos acadêmicos, são cultos, mas, ao mesmo tempo, são infelizes, ansiosos e hipersensíveis, não sabem trabalhar suas contrariedades, frustrações e as críticas que recebem. Tais pessoas deveriam se reciclar e investir em qualidade de vida. Não está sob o controle consciente do homem o registro das informações na memória, como também não está o ato de apagá-las ou deletá-las. Mas é possível reescrevê-las. Já pensou se fosse possível deletar, apagar os arquivos registrados na memória? Quando estivéssemos decepcionados, frustrados com determinadas pessoas, teríamos a oportunidade de matá-las dentro de nós. Isto produziria um suicídio impensável da inteligência, um suicídio da história. Muitos já tentamos, sem sucesso, matar alguém em nossa memória. Cristo indicou ao longo do relacionamento que teve com seus discípulos, que tinha consciência de que a memória não pode ser deletada. Veremos que não queria destruir a personalidade das pessoas que conviviam com ele. Pelo contrário, desejava transformá-las essencialmente, amadurecê-las e enriquecê-las. Não desejava anular a história delas, mas desejava que reescrevessem suas histórias com liberdade e consciência, que não tivessem medo de repensar seus dogmas e de revisar seus conflitos diante da vida. Como pode alguém que nasceu há tantos séculos, sem qualquer privilégio cultural e social, demonstrar um conhecimento tão profundo sobre a inteligência humana? O mestre de Nazaré era um maestro da vida. Ele usava seus momentos de silêncio, suas parábolas, suas reações para estimular seus incultos discípulos a se tornarem um grupo de pensadores, capazes de tocar juntos a mais bela sinfonia de vida... Sem dúvida, era um mestre intrigante e instigante... Estudar a inteligência dele é muito mais complexo do que estudar a de Freud, de Jung, de Platão ou a de qualquer outro pensador.

Ext.do livro: O Mestre dos Mestres

domingo, 16 de outubro de 2011

Quenga de Plástico - Juliana Frank (vídeo: Rua Augusta - Sampa)

Frank acaba de lançar um livro. Seu primeiro romance. Isso seria uma grande novidade se todos nós, seus amigos e admiradores, não tivéssemos a absoluta certeza de que ela já teria lançado dezenas de livros. É que Jou é um poço de histórias e é difícil que a memória aquiesça que elas nunca tenham sido publicadas antes. Mas aí está, a história fez justiça, e Quenga de Plástico saiu do forno pela Editora 7 Letras, breve entrevista com a autora.

L.P: A protagonista de Quenga de Plástico, Leysla Kedman, já existia antes do livro no blog Trocando de Biquini Sem Parar. O livro tem o mesmo conteúdo do blog?
R: O livro tem segredos impublicáveis. Muito mais conteúdo que o Blog.
L.P: Acredita que a internet seja importante para formação de novos escritores?
R: Para a formação do escritor o importante é a leitura, a imersão e o entusiasmo. A Internet entra para divulgarmos o nosso trabalho, para conhecermos outros escritores e claro, o google dá aquelas informações que suprem lacunas. Pertencemos a geração google do saber e quem faz discursos contra acaba sempre tirando uma fatia. É irresistível.
L.P: Leysla Kedman é uma representante da categoria “puta que pensa”, muito querida da literatura, como A Teresa Filófofa ou a Madame Clessi e agora a autobiográfica Bruna Surfistinha. Por que essa figura fascina tanto?
R: A Leysla é mais uma filosoquenga, ela trata de pornosofias. As pessoas ficam fascinadas quando um escritor escreve coisas que ninguém pensa em ler. Mesmo acostumados com narrativas sexuais, as pessoas ainda querem saber como você pensa sacanagem. Uma visão distorcida do sexo e da vida é sempre envolvente.
L.P: Toda puta tem um pouco de escritora, narradora, contadora de histórias?
R: Todas as vidas vividas merecem um romance. A puta é uma colecionadora de vida, ao contrário dos filosófos puros, que são a platéia do mundo. As putas estão sempre em ação.

L.P: A literatura com conteúdo erótico saiu da obscuridade em poucos momentos da história: Anais Nin, Cassandra Rios, Hilda Hilst e mais recentemente Reinaldo Moraes conseguiram ultrapassar essa barreira. Acredita numa bela retomada da sacanagem literária?
R: O sexo é importantissimo pra história da literatura. Nas tragédias gregas, nos mitos antigos, todos se comiam. Essa coisa rasteira, prosaica do sexo, quando se mistura com o lirismo, com o humor ou no estilo direto da literatura contemporânea acaba mostrando que só criamos outras maneiras de narrar a mesma história.

L.P: O recém falecido escritor Argentino Ernesto Sábado dizia que “Cuando el acto carnal termina para el hombre, para la hembra comienza. En cierto modo, la mujer es toda sexo.” Acredita que é por isso que a partir do século 19 a literatura erótica tem sido feita na sua maioria por escritoras?
R: Essa frase é uma visão bem romântica da mulher. A mulher sempre foi a mantedora do pecado. A literatura sempre teve um compromisso com a mulher do mal. a Bíblia é uma sacanagem desenfreada. Hoje, as mulheres não são mais o objeto da literatura, sempre retratadas pelos homens, tomamos a primeira pessoa. Escrevemos nossas estórias com nossas próprias mãos. Acabou essa cultura de sermos retratadas pelo olhar do outro. Saímos do banco dos réus.

L.P: Vai continuar abordando o sexo nos seus próximos projetos?
R: Tenho dois romances saindo. Não tratarei mais de sexo, o assunto foi limado até o sabugo. Gastei tudo. Tenho fixação pelos temas contemporâneos, pela fragilidade dos laços humanos. Apesar de não tratar mais de sacanagem, ainda continuo me debruçando sobre como o mundo do capital nos afasta de nós mesmos e nos transforma no que não sabemos se queremos ser. A Leysla Kedman tem um otimismo doentio, minha personagem de agora é anacrônica, niilista. São olhares distintos para um mundo igual, que nos trai de qualquer maneira. No outro romance que comecei quase sem querer, o personagem é um escritor acabado. Os meus personagens têm esse problema, eles precisam de espaço. Dessa forma vou encontrando o meu espaço que é minha arte – quando a tenho.


Rua Augusta, Sampa... uma noite de 2010.

Jornal da Globo, 28jan2011. A Augusta é uma das ruas mais emblemáticas em São Paulo. Ela tem bares, restaurantes, cinemas e outras atrações para todo o tipo de gente, que frequenta o local.

Documentário produzido por Betão. VF um rolezinho na madruga bebaço se vc se perde cai no lado Junkie da cidade. Voltando da Madalena fui parar na Augusta e de lá começou a filmagem seguindo até o Centro e por final passo na Cracolândia... Sinistro cumpadi... só zumbi... tudo isso porque errei o caminho...

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Linguagem do Corpo - Cristina Cairo

Seleção das melhores frases deste livro. Pesquisadores e estudiosos sérios tentam constantemente provar a existência de outras forças atuando sobre o organismo. Sabem que em nossos vasos sangüíneos fluem propriedades semelhantes à eletricidade que os próprios médicos chamam de “Sistema Nervoso Elétrico”. A ciência médica, cada vez mais, está admitindo que o ser humano é regido por uma espécie de eletricidade semelhante àquela que flui pelos fios de nossas casas.

O cérebro pode ser programado a acreditar somente no que é registrado no seu subconsciente. Enquanto as pessoas buscarem a cura de suas doenças no corpo físico, continuarão soterradas sob uma avalanche de perguntas sem respostas, porque a doença não existe fisicamente, mesmo diagnosticada como existente.

O Vaticano e a Ordem Rosacruz possuem, trancados em seus cofres, os pergaminhos originais da época de Jesus Cristo, o que faz deles os grandes mestres dos “símbolos reais da salvação”. Mas, sabe-se que o Vaticano não transmite totalmente a verdade, restringindo-se, apenas, àquilo que lhe convém. Ensinarei neste livro somente o que nos interessa sobre saúde, facilitando às pessoas a se autoconhecerem e a se conscientizarem do seu próprio poder de cura. Você descobrirá como rejuvenescer, como melhorar sua estética, sua saúde e como realizar seus desejos através do seu inconsciente. Passei anos de minha vida pesquisando para concluir que tudo se resume na simplicidade do pensamento. Para atingirmos nossos objetivos, pela mente inconsciente, devemos falar e agir com objetividade, criando frases curtas e direcionadas para o nosso interior. Portanto, a linguagem deste livro será sempre a mais leve possível. Digo, com plena convicção, que o tempo não é o responsável pelas doenças e que a fatalidade não existe!

Afirmo que tudo depende do nosso próprio mundo interior, isto é, que nós geramos nesta vida o que inconscientemente achamos conveniente, independentemente de nossas vidas passadas. Tudo pode ser programado.
E o mundo é um grande espelho mágico! Atrairemos para a nossa vida aquilo em que acreditamos profundamente. Se acreditamos que determinadas pessoas são falsas e traiçoeiras, com certeza seremos atingidos por elas e, certamente, diremos: “Eu não disse? Não se pode confiar em ninguém!”. E assim nosso ego estará realizado. Mas, se ao contrário, acreditarmos que, assim como nós, todas as pessoas buscam a felicidade, que também necessitam de compreensão, que também alimentam o medo de serem atacadas e trapaceadas, se acreditarmos que todos buscamos o mesmo objetivo e que, no final do túnel, todos procurávamos a mesma coisa, certamente seremos vistos da mesma forma e, pela lei da causa e efeito, seremos ajudados e benquistos. Você pode ter e ser o que quiser, se conseguir acreditar que tudo é reflexo de si mesmo. O corpo é a tela onde se projetam as emoções. E todas as emoções negativas são projetadas em forma de doenças. O inconsciente relaciona universalmente a função do órgão a uma emoção equivalente.

A PNL estudou profundamente as reações do corpo e encontrou os canais de acesso à mente inconsciente. Assim desenvolveu uma comunicação com todas as partes do cérebro para buscar a raiz das doenças no âmbito emocional.
A PNL comprovou que, antes mesmo de um indivíduo verbalizar seus pensamentos ou sentimentos, o corpo, através do sistema nervoso, transmite movimentos musculares e oculares imperceptíveis. Essa comunicação não verbal pode trazer ao ser humano - como está trazendo - uma autocomunicação, o que quer dizer que, conhecendo-se a comunicação não-verbal própria e das outras pessoas, é possível entender os porquês de problemas de saúde ou pessoais. Em última análise, está comprovado que através dos movimentos dos olhos, cor da pele, temperatura do corpo, ou movimentos sutis dos músculos, são reveladas as verdadeiras intenções de uma personalidade. Ficou comprovado que doenças e infelicidades têm como causa a consciência de culpa e contrariedades profundas.

Dr. Luiz Miller de Paiva: “Muitos se perguntam como a mente é capaz de produzir doenças em outros órgãos. Simples. Basta recordar que o cérebro comanda todo o organismo por mensageiros químicos. O mesmo princípio explica como ele pode produzir alterações danosas nos demais tecidos do corpo. Mas, se a somatização muitas vezes é um mal menor, em alguns casos poderá estar na raiz de problemas sérios do caráter da pessoa”. É possível analisar a situação familiar, profissional, amorosa, etc., de uma pessoa, apenas conhecendo sua doença.
(...) A partir desse quadro, passe a ter cautela e maior senso de observação, tanto para a sua vida particular, quanto para a vida de seus colegas e familiares. É muito importante respeitar o pensamento de reserva de outras pessoas! Portanto, se desejar conferir esse ensinamento, faça-o sem imposições e com sutileza. Doenças, acidentes ou problemas são toques do inconsciente.

Doenças ou acidentes no lado direito (yin) do corpo:
Na mulher(yin), significam:
Conflitos com outras mulheres: mãe, sogra, patroa ou outra mulher que exerça poderes sobre suas emoções. Autocobrança excessiva (lembre-se, o lado direito simboliza mulher). Inflexibilidade consigo mesma. Culpa consciente ou inconsciente.

No homem (yang), significam:
Conflitos com mulheres, ou situações problemáticas arquivadas e não resolvidas: mãe, sogra, patroa, esposa, filha ou outra mulher que exerça poderes sobre suas emoções.

Doenças ou acidentes no lado esquerdo (yang) do corpo:
Na mulher (yin), significam:
Conflitos com homens ou situações problemáticas arquivadas e não resolvidas com o sexo masculino: pai, sogro, patrão, marido, filho ou outro homem que exerça poderes sobre Suas emoções.
Pode ser mágoa, ressentimento, ódio, ciúme, sentimento de vingança secreto, etc.

No homem (yang), significam:
Conflitos com outros homens ou consigo mesmo: conflito com pai, sogro, patrão, funcionário, filho ou outro homem que exerça poderes sobre suas emoções. Autocobrança (lembre-se, o lado esquerdo simboliza homem). Inflexibilidade consigo mesmo. Culpa consciente ou inconsciente.

Para que nosso corpo fique livre dessas psicossomatizações é necessário que haja uma auto-reflexão sincera e um reajuste na harmonia entre yin-yang, ou seja, devemos conhecer os motivos que outras pessoas tiveram para estar em conflito conosco. Descubra o motivo desse desequilíbrio e reconcilie-se com você mesmo e com as outras pessoas, mesmo que elas estejam em outro plano cósmico. É importante estarmos de bem com a nossa consciência.

Apesar de surgirem cada vez mais médicos e remédios no mundo, as doenças aumentam em vez de diminuírem. Esse fato estranho deve-se à excessiva preocupação das pessoas com seu corpo. Os médicos nem sempre são culpados. Mas há aqueles que, por razões que não nos cabe julgar, levam seus clientes a acreditarem que estão realmente doentes, ou que poderão vir a ficar, caso não se preocupem com o seu corpo. Conseqüentemente a humanidade fica com o organismo cada vez mais frágil. Receitam, por exemplo, uma dieta rigorosa com base em estudos meticulosos do índice de calorias, vitaminas, etc., dos alimentos. Em vez de ensinarem aos seus pacientes a busca de seu equilíbrio emocional, transtornam ainda mais suas emoções pelo sentimento de culpa que é gerado no indivíduo ao tentar seguir rigidamente essas tabelas alimentares. Quando as pessoas não conseguem cumpri-las por alguma razão, logo se desesperam e tornam-se ansiosas pelo nervosismo e autocobrança. E quem consegue seguir, perfeitamente, essas tabelas de calorias e vitaminas, hoje em dia? E, ainda mais, com o avanço da bacteriologia, os médicos tornaram-se muito exigentes quanto à esterilização dos alimentos, entretanto, se fervemos ou cozemos os legumes para eliminar os micróbios, será destruída a vitamina C; e se quisermos preservar essa vitamina, não poderemos eliminar as bactérias. Ficamos, pois, numa situação muito difícil. Há pessoas que, por temerem profundamente a contaminação ou intoxicação, seguem à risca todo tipo de cuidados, até mesmo perdendo sua liberdade de agir e pensar.

Se até os ”experts” no assunto divergiam entre si, que dizer dos leigos que procuravam a verdade alimentar para viver melhor? Mas, as divergências sobre a alimentação sempre existirão. Portanto, se dermos ouvidos a cada uma dessas opiniões, ficaremos realmente neuróticos. Muitas doenças surgem devido ao sugestionamento e associação de idéias, que essas divergências de opiniões acabam provocando nas pessoas. Quanto mais nos preocuparmos com regras alimentares, maior será o medo de errar e, psicologicamente, estaremos entrando num labirinto, com a expectativa de encontrarmos uma doença em cada saída.

Não devemos ter excesso de preocupação com o que comer, porque nossa intuição natural sabe o que nosso corpo necessita. Para que tenhamos saúde, é preciso compreender que o ser humano não é feito com ”material de segunda”. A natureza criou o ser humano à sua imagem e, portanto, organizado e completo para se recuperar com a energia vital nata. Um exemplo de influência negativa a respeito do corpo humano é induzir uma gestante às vésperas do parto, através de orientação médica e conselhos dos mais velhos, providenciar “certos remedinhos que serão necessários” para a saúde da criança. Ora! Isso mostra o quanto a humanidade está presa ao conceito de doença desde o nascimento. A criança já vem ao mundo “informada” sob os cuidados para evitar as doenças e, lamentavelmente, são poucas as pessoas que acreditam na força da energia vital, que dispensa qualquer remédio. A liberdade de movimentos, a despreocupação com regimes e o equilíbrio das emoções traz ao ser humano a satisfação de viver e descobrir que seu corpo não precisa de nada para continuar a vibrar as energias já latentes. É a própria mente que destrói o que a Natureza cria com perfeição. O corpo é o reflexo daquilo que acreditamos e não poderá existir doença se não acreditarmos nela.
Link para arquivo digital ebook's de Cristina Cairo:
http://www.4shared.com/document/MLehsVGO/Linguagem_do_Corpo_1_-_Cristin.html
http://www.4shared.com/document/Lqi-lC-2/Linguagem_do_Corpo_2_-_Cristin.html

Quem leva o Mundial de futebol 2014!

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